Amós Oz, um cético na terra dos profetas
Novo livro do autor chega ao Brasil
No livro autobiográfico De amor e trevas (2002), traduzido para 28 línguas e com mais de 1 milhão de cópias vendidas pelo mundo (e que se tornará filme sob direção da atriz americana Natalie Portman), o escritor israelense Amós Oz relembra sua infância em Jerusalém e sua adolescência num kibutz, uma comunidade onde acabou morando por 30 anos. Uma década depois, em Entre amigos (Companhia das Letras, 136 pp., R$ 34), seu mais recente livro, lançado agora em português, Oz volta a falar da complexidade do kibutz. Seu foco é a solidão da vida em grupo, um paradoxo que, segundo ele, faz parte do cotidiano dos 270 kibutzim que existem ainda hoje em Israel — a maioria sem os valores socialistas de um século atrás.
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