A ideia de que arte é vida faz com que se deixe de olhar para a vida
Em novo livro, crítico de arte disseca o mundo artístico
Depois de sofrer um aneurisma durante uma cirurgia no coração há dois anos, o crítico de arte Rodrigo Naves finalizou um livro que mistura ensaios, poemas e alguns contos de ficção. Em A calma dos dias (Cia. das Letras, 176 pp., R$ 34), seu segundo livro de prosa que chega agora às livrarias, Naves ataca em textos breves o que chama de “serenidade e algo de aterrorizante que existe nessa calmaria”, como se depois de ver a morte de perto o mundo reaparecesse mais “cristalino”, com “uma ausência de topografia”. Naves disseca o cotidiano com um desencanto arguto, das meninas que vê passar nas ruas aos excessos e bobagens da arte contemporânea, que diz ter perdido sua relevância e virado vítima de “uma avalanche teórica”.
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