Caçada a assassino de premiê sueco tem pista deixada pelo escritor Stieg Larsson
Crítico do apartheid, Olof Palme foi morto em Estocolmo em 1986
O mais misterioso assassinato não solucionado na Suécia teve uma reviravolta: a revelação de que o escritor Stieg Larsson [morto em 2004] enviou à polícia evidências relacionando o assassinato do primeiro-ministro Olof Palme, em 1986, à África do Sul. O autor de A garota com tatuagem de dragão, teria encaminhado à polícia 15 caixas com papéis que, segundo ele, ligavam o assassinato de Palme a um ex-militar sueco que teria ligações com os serviços de segurança sul-africanos. Crítico aberto do regime de segregação racial (apartheid) em vigor na época na África do Sul, Palme foi morto à bala quando caminhava por uma rua no centro de Estocolmo. Como no caso do assassinato de Kennedy nos Estados Unidos, a morte de Palme deu origem a uma enxurrada de teorias conspiratórias.
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