Desvinculação do AO90 – uma questão urgente e inadiável, face ao recuo do Brasil
Jurista português comenta Acordo Ortográfico
A bem da Língua Portuguesa escrita (e falada) em Portugal, do Estado de Direito e da Constituição, esperamos que a AR tome o rumo certo: pôr fim à imposição deste “pseudo-acordo”. No dia 27/11, os representantes do grupo de trabalho técnico do Senado do Brasil, professores Ernâni Pimentel e Pasquale Cipro Neto, foram recebidos na Assembleia da República (AR), pelos deputados ex-membros de um “grupo de trabalho” sobre o AO (gravação disponível no site do Parlamento; ou clicando aqui). As críticas ao AO90 foram contundentes e assertivas. A posição que deixaram expressa é muito clara e peremptória: o Brasil não quer o “velho” AO90. As respostas dos representantes do Senado desfizeram o discurso, “politicamente correto”, de outros responsáveis brasileiros, segundo os quais o AO seria para continuar. Ernâni Pimentel referiu que “a Academia Brasileira de Letras (…) é incompetente, tanto quanto a Academia das Ciências Portuguesa, para falar de ortografia” (1h32), sendo “duas Academias despreparadas” (1h34).
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