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Nova chance de conhecer o poeta Jorge de Lima

09 de dezembro de 2013
2 min de leitura

Após redescobertas e esquecimentos, obra do autor alagoano volta à cena com nova edição de ‘Invenção de Orfeu’, filme de Cacá Diegues e musical a ser dirigido por João Fonseca

Jorge de Lima (1893-1953) não viveu para ver que sua carreira literária teria a marca da fama e do anonimato. Considerado um dos maiores poetas da literatura brasileira, o alagoano influenciou gerações de escritores. Mas, para o público leigo, a obra de Jorge de Lima passou por períodos de sumiço e reaparecimento, desde sua morte, que completa 60 anos no próximo domingo. Agora, o autor ressurge mais uma vez, depois de 15 anos fora das livrarias. Primeiro, pelas mãos da Cosac Naify, que, com Invenção de Orfeu (1952), considerado sua obra-prima, começa a reeditar todos os livros do escritor. A Cosac Naify comprou os direitos de publicação de Jorge de Lima, que pertenciam à Record, em maio, como antecipou o Globo à época. A editora contratou o professor de teoria literária da USP Fábio de Souza Andrade, estudioso do autor, para auxiliar na edição da obra poética. Já os romances de Jorge de Lima ficam aos cuidados de Luís Bueno, professor de literatura brasileira da Universidade Federal do Paraná. A nova edição de Invenção de Orfeu reúne — além, é claro, do poema de dez cantos e 12 mil versos — fortuna crítica e fac-símiles do original, com anotações do autor. O poema é uma biografia épica, que ecoa A divina comédia, de Dante, e Os Lusíadas, de Camões. A edição também traz uma carta do poeta Ezra Pound, em que ele agradece a Jorge de Lima, em espanhol, o envio de um livro. A editora também vai lançar Calunga, romance do seu ciclo nordestino, além de uma edição de Poemas negros ilustrada por Lasar Segall.

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