Publicidade
Voltar CLIPPING

Minha vida dá uns livros

07 de dezembro de 2013
1 min de leitura

Tendência de autoficção coincide com fase de superexposição de escritores

Eu nunca estive tão em alta na literatura brasileira. Ou melhor, o “eu”, esse personagem que se apresenta ao leitor em primeira pessoa e tem um passado em comum com o escritor que o criou, nunca protagonizou tantos romances publicados no país. Ficções recentes, como Divórcio, de Ricardo Lísias, A maçã envenenada, de Michel Laub, e Antiterapias, de Jacques Fux, têm em comum essa aproximação entre autor e narrador. Mais tradicional em países como a França – onde surgiu, nos anos 1970, o termo “autoficção” -, a mistura de autobiografia e ficção tem seu momento mais forte na produção literária nacional, na avaliação de especialistas. “O Brasil finalmente descobriu a autoficção”, diz Luciana Hidalgo, uma das maiores estudiosas do gênero no país. 

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade