‘Avalovara’, 40 anos depois
Para Osman Lins, a literatura pode ser entretenimento, mas é também uma das formas mais eficientes de buscar um sentido para a existência
Osman Lins (1924-1978) deixou um vazio difícil de preencher. Primeiro, o ficcionista admirável de O Fiel e a Pedra (1961) ou Nove Novena (1966); depois o dramaturgo de Lisbela e o Prisioneiro (1964) e outras peças; por fim, o ensaísta combativo, empenhado no engajamento do escritor e na função social da literatura: Guerra sem Testemunhas – O Escritor, Sua Condição e a Realidade social (1969). Para Osman, literatura pode ser entretenimento, mas é também uma das formas mais eficientes e persuasivas de buscar um sentido para a existência, uma razão de ser. Avalovara, romance publicado 40 anos atrás, cada vez mais atual, é um bom exemplo.
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