Na abertura da Bienal do Livro do Rio, editoras cobram proteção aos direitos autorais
Ministra Marta Suplicy fala sobre Vale-Cultura
Cobranças de livreiros marcaram a solenidade de abertura da 16ª Bienal do Livro do Rio, realizada no Riocentro, zona oeste do Rio, na tarde desta quinta-feira. Em seu discurso, a presidente do Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), Sônia Machado Jardim, cobrou atenção do governo na proteção aos direitos autorais das obras literárias. Ela fez um paralelo entre a primeira edição da Bienal do Rio, em 1983, quando os livreiros cobravam controle à reprografia, um dos problemas da época. Sônia afirmou que mecanismos são necessários para fazer com que os provedores de internet retirem links de obras protegidas do ar sem que haja a exigência de decisão judicial nesse sentido. “A Justiça não tem agilidade para combater esse tipo de crime. Precisamos também de uma legislação que acompanhe a velocidade da internet”, complementou. […] Presente à solenidade, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, expôs sua expectativa com o início de funcionamento do Vale-Cultura, uma bolsa de R$ 50 destinada aos trabalhadores que ganhem até cinco salários mínimos e atuem em empresas que resolvam aderir ao programa. Marta diz que espera ver o Vale-Cultura em ação em outubro e pediu colaboração do setor livreiro. “Já pedi às livrarias que estampem em suas vitrines, bem grande, que aqui aceita-se o Vale-Cultura”.
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