Os pensamentos imperfeitos de um selvagem
A literatura de Rubem Fonseca chega aos 50 anos
“A condessa Bernstroff usava uma boina onde pendurava uma medalha do kaiser. Era uma velha, mas podia dizer que era uma mulher nova e dizia. Dizia: põe a mão no meu peito e vê como é duro. E o peito era duro, mais duro que os das meninas que eu conhecia.” Com essas linhas se abre “Fevereiro ou Março”, primeiro conto de Os prisioneiros, livro inaugural da obra de Rubem Fonseca, que completa 50 anos. Como um de seus personagens prisioneiros de si mesmos, mas, sobretudo da arte de narrar, Fonseca continuou escrevendo, sem ligar para estragos ou conquistas. Aliás, continua: uma nova coletânea de textos breves, a 14º da carreira, está no forno. Amálgama deve chegar às livrarias entre o fim de agosto e o princípio de setembro. Além dos contos, informa Janaína Senna, da Nova Fronteira, o volume inclui poemas, totalizando 34 textos.
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