Gosta de literatura?
Vendedores ambulantes de livros chamam a atenção em Paraty
Um livro debaixo do braço e uma frase feita na ponta da língua: “Arte não tem preço, mas aceito uma contribuição”, anuncia um vendedor de livros pelas ruas de pedra de Paraty. Basta caminhar um quarteirão para se deparar com aquela clássica abordagem: “Gosta de literatura?”. Vai você dizer que não. A três quarteirões da praça enfeitada com letras inspiradas na escrita de Millôr Fernandes, o baiano Rogério Snatus, 37, anunciava: “A poética está no ar, portanto, temos que ir aonde a brisa nos levar”. Snatus cumpriu sua profecia: deixou São Tomé das Letras (MG), onde, disse, provou “cogumelo azul com o intuito de transcender para outras dimensões”, e foi vender sua arte em Paraty. Trouxe 500 exemplares para a festa. “Faço uma poesia incógnita, cósmica. E literatura de cordel, que, infelizmente, é ignorada.”
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