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Autora quebra convenções com sua literatura menor

03 de agosto de 2013
1 min de leitura

Narrativa engraçada marca segunda obra de ficção de Juliana Frank

“É um livro inútil”, vociferam as senhoras e os senhores membros do júri para a escritora e roteirista Juliana Frank. “Não é um livro inútil. É apenas um livro desnecessário”, ela se defende. “Não é um livro!”, eles sentenciam. O diálogo imaginário consta do texto de apresentação de Meu coração de pedra-pomes (Companhia das Letras, 112 pp., R$ 31), da paulistana de 28 anos. É que a narrativa que se lerá nas cerca de cem páginas seguintes não se parece com nada do que se convencionou chamar de jovem literatura brasileira, seja lá o que caiba nessa convenção. Não é “alta literatura” nem tem ambição disso, não é fantasia nem juvenil, gêneros com os quais jovens autores do país vêm conquistando leitores. Em linhas gerais, conta a rotina da garota Lawanda, que trabalha limpando o chão de um hospital, paga as contas com serviços escusos prestados a pacientes e faz macumbas nas horas vagas.

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