Símbolos da contracultura, fanzines ainda sobrevivem na era da internet
Nova geração de zines investe na qualidade visual, com papéis e técnicas de impressão especiais e até aromas
Quando surgiram, nos anos 30, nos Estados Unidos, os zines serviam para divulgar o trabalho de poetas. Mais tarde, na década de 70, ganharam força divulgando o estilo de vida punk e seus ideais revolucionários. Desde então os fanzines se tornaram muito famosos por alimentarem a cena underground, divulgando textos sobre bandas de rock, feminismo, poemas, além de ilustrações, quadrinhos e outros elementos no mundo alternativo. O primeiro zine brasileiro nasceu em 1965, o “Ficção”, de Piracicaba (São Paulo), dedicado a colecionadores de revistas de histórias quadrinhos. No começo dos anos de 1990 foi quando mais se produziu zines no Brasil. Eram milhares e milhares de publicações de tudo que é tipo, circulando nos shows, lojas, correios etc. […] Mas a cultura dos zines não acabou e, em pleno século XXI, ainda há publicações autorais sendo produzidas. Muito mais do que uma “onda vintage”, os zines de hoje oferecem atrativos que vão além dos textos. Os zines de quadrinhos “La Permura!”, “Arrotinhos Curry” (impresso com curry de verdade!) e “QI” (com 10 anos de existência), além do “Manufatura”, de ilustrações, são exemplos de publicações que investem pesado na qualidade visual, usando técnicas artesanais de impressão. Já o “Aviso Final” (há mais de 20 anos na ativa) e o “Feira Moderna” se dedicam a divulgar a música independente, este segundo também com uma versão online.
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