Fnac perde receita e revê modelo
A rede apurou recuo de 17,5% no faturamento no Brasil, para € 92 milhões de janeiro a junho
A Fnac tem registrado resultados ruins no Brasil. Varejista focada na área de entretenimento e tecnologia, com crescimento orgânico menor que seus concorrentes nos últimos anos, a rede apurou recuo de 17,5% nas vendas no país, para € 92 milhões de janeiro a junho, o que a empresa considerou desapontador no material de resultados globais divulgado ontem. Em 2013, a queda no Brasil supera a taxa de retração do negócio no mundo, com queda de 5,8%. Não há um fator isolado que explique a situação atual da Fnac. Quem conhece a rede de perto cita como um dos motivos o ambiente altamente competitivo no Brasil, já que a Fnac concorrecom uma Fast Shop em eletrônicos e também com pequenas lojas de livros. Ajuda a explicar, mas não é só isso. No varejo é preciso ter ganhos de escala para oferecer preços menores e logo, vender mais. A Fnac, porém, tem crescimento orgânico mais lento que Saraiva e Livraria Cultura. Soma 11 lojas e a última abertura foi em março de 2012. Neste ano, não fará aberturas.
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