Pequenos livros sobre grandes aventuras
Editoras apostam em títulos de personagens que viajam para ‘dar a volta por cima’
Um personagem que decide cruzar um deserto, um país, um continente inteiro. Ou resolve fazer uma peregrinação famosa, como o Caminho de Santiago de Compostela, porque, depois de uma epifania, cismou que era a hora de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. O mercado editorial parece ter concluído que a jornada desses personagens — seja real, seja ficção — tem grande apelo junto aos leitores. Não por acaso, chegaram às livrarias brasileiras, nos últimos meses, pelo menos cinco livros sobre pessoas que resolvem empreender uma grande viagem depois de sofrer um trauma ou concluir que sua vida era medíocre demais. Um dos mais recentes é A improvável jornada de Harold Fry, da inglesa Rachel Joyce, lançado pelo selo Suma de Letras (Objetiva). Outros títulos desse tipo são O ancião que saiu pela janela e desapareceu, do sueco Jonas Jonasson, lançado pela Record; As mulheres de terça-feira, da alemã Monika Peetz, lançado neste mês no Brasil pela Casa da Palavra; o best-seller de Cheryl Strayed, Livre — A jornada de uma mulher em busca do recomeço; e Expresso lunático, de Carl Hoffman, publicado neste mês pela Record.
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