A retradução do sertão
‘Grande Sertão: Veredas’ já deixou grandes tradutores pelo caminho ao tentar verter o livro para o inglês
A obra-prima de João Guimarães Rosa (1908-1967), Grande Sertão: Veredas, tem uma história conturbada na tradução para o inglês. Mas ela pode estar prestes a mudar: herdeiros do autor mineiro e uma agência literária começaram a negociar nova versão com Elizabeth Lowe, diretora do Centro de Estudos da Tradução da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign. Publicada em 1956, a obra é o grande clássico do modernismo brasileiro e sua inventividade linguística leva a comparações com Finnegans Wake, de James Joyce. O advogado Eduardo Carvalho Tess Filho, filho de Aracy, última mulher de Rosa, disse que Elizabeth traduziu umas 30 a 40 páginas e o resultado será analisado por uma segunda pessoa de comum acordo entre as partes. De São Paulo, Tess Filho contou ao Valor que a ideia é evitar a abordagem da primeira tradução, “que ficou muito dura, acadêmica e literal e não conseguiu traduzir a poesia e a musicalidade do texto”. A negociação vem sendo conduzida pela Wylie Agency, de Londres.
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