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A revolta que saiu das entrelinhas

08 de julho de 2013
1 min de leitura

Inconformismo permeia mesas de debate da 11ª edição da Festa Literária de Paraty (Flip)

A parafernália já estava montada quando uma senhora de cabelos brancos subiu ao palco para saldar a plateia que se aglomerava dentro e, principalmente, fora da tenda onde aconteceriam os shows da noite. Num português claudicante, a inglesa Liz Calder, mentora da Flip, disse que acompanhava de perto as revoltas. “É um grito contra a desigualdade e a corrupção, mas devemos reconhecer que o país tem uma presidente que sabe ouvir.” A plateia demorou uns dez segundos para reagir. E metade desse tempo a aplaudir. […] Mas as revoltas de Paraty só estavam no começo. Gil cantou duas músicas antes da primeira das muitas pausas que faria ao longo do show. Mal começou a falar e foi interrompido por gritos e assobios. Propôs uma assembleia ali, no meio do show, para entender a razão dos protestos. Sua audiência continuava a gritar, mas não se fazia entender. “É difícil saber do que reclamam. É tão difuso quanto as manifestações.” Mais uma vez, as palmas foram breves.

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