A História no ciclo da vida
Jérôme Ferrari evoca Santo Agostinho para contar a queda de grandes impérios
Em O sermão sobre a queda de Roma (Editora 34, 208 pp., R$ 42), o escritor francês e professor de filosofia Jérôme Ferrari recorre a uma frase de Santo Agostinho, no texto que dá título ao livro, para conduzir o romance: “O mundo é como o homem: nasce, cresce e morre”. Na história, este ciclo começa e recomeça nas trajetórias dos narradores Matthieu, de sua irmã Aurelie e do seu avô Marcel. Na obra, vencedor do prêmio Goncourt em 2012, o mais importante da França, Ferrari constrói um enredo em que a história do século XX é o pano de fundo para o seu paralelo entre a ascensão e queda de impérios, como o colonial francês, e os moradores de uma pequena vila na Córsega. “As grandes coisas, como os impérios, funcionam como as pequenas coisas”, diz ele, em entrevista ao Globo, em Paraty.
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