Falso ‘antirromântico’
Cartas e gestos amorosos do escritor em relação às duas mulheres de sua vida
A chamada “história oficial” costuma acusar Graciliano Ramos de “antirromântico”, apontando o seu temperamento seco e introvertido como a antítese do ser apaixonado. Essa aleivosia cai por terra quando se desvelam os fatos reais. Antirromântico um homem que ia a batalhas de confetes no carnaval e blocos de sujos com Maria Augusta? Antirromântico um homem que levava maçãs frescas para agradar Heloísa com a fruta favorita? Graciliano amou intensamente as duas mulheres de sua vida. Quando perdeu Maria Augusta, em 1920, vítima de complicações no parto do quarto filho do casal, guardou luto durante um ano. Em 1928, o amor cruzou-lhe novamente o destino. A paixão avassaladora por Heloísa, de 18 anos, tirou o chão de Graciliano, aos 36 anos e prefeito eleito de Palmeira.
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