Editoras Penguin e Random House fusionam para combater declínio do setor
Fusão de casas tradicionais resulta em megaeditora, a quinta maior do mundo, com total de 70 prêmios Nobel de Literatura em seu catálogo
A fusão entre as editoras Penguin e Random House acaba de se concretizar. Com um faturamento equivalente a € 2,5 bilhões, a nova megaeditora controlará grande parte dos mercados internacionais de língua inglesa e espanhola.[…] Ambas as multinacionais estão firmes no setor das publicações de massa, ao mesmo tempo em que se empenham em conquistar os melhores autores contemporâneos. A lista da recém-criada Penguin-Random House inclui um total de 70 prêmios Nobel de Literatura, entre os quais, Pamuk, Mo Yan e o alemão Günter Grass. […] “A nova aliança editorial visa, acima de tudo, manter os livros visíveis num contexto em que o número de livrarias mingua cada vez mais”, esclarece Markus Dohle, atual presidente da Random House em Nova York e futuro diretor executivo da nova empresa. Dohle coloca o dedo, assim, num dos problemas mais graves que enfrenta o ramo. , Nos últimos anos, tem sido grande o número de bancarrotas espetaculares no ramo editorial, especialmente em países como os EUA ou o Reino Unido, onde – ao contrário da Alemanha ou da França – as publicações não obedecem a um acordo de preço único, fixado pelas editoras.
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