Na história de fôlego, o futuro da imprensa
John Sullivan vê o crescimento das grandes reportagens como caminho para o jornalismo
Na abertura do texto de apresentação do livro de ensaios de John Jeremiah Sullivan, Pulphead (Companhia das Letras, 328 pp., R$ 49,50), James Wood, crítico literário e colaborador da revista “New Yorker”, seleciona três trechos de textos diferentes de Sullivan e pergunta: “estes trechos iniciam ensaios ou contos?”. A frase sintetiza o estilo do jornalista e ensaísta americano, que mistura uma apuração rigorosa, muita observação e uma narrativa típica da prosa americana contemporânea. Capaz de abordar uma variedade de temas que vão de Michael Jackson ao furacão Katrina, Sullivan reconhece a influência da tradição do chamado “new journalism” (novo jornalismo) no seu trabalho, mas acredita que sua produção está mais próxima das experiências realizadas no jornalismo inglês do início do século XVIII. Em entrevista ao Globo, ele diz que o ensaio jornalístico de fôlego pode ser, sim, um caminho para o futuro da imprensa.
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