Pessoas que investigam Pessoa
Pesquisador carioca conta como descobriu, em Lisboa, sonetos inéditos do poeta português e narra sua jornada detetivesca para desvendar os enigmas contidos nos manuscritos que analisou
Há quase dez anos busco e decifro os sonetos assinados por Pessoa e por suas pessoas literárias, os chamados heterônimos; entre eles, eis o doutor Pancrácio, autor de cantadas de gosto duvidoso; eis Diniz da Silva, poeta radicado em Paris que confessa sua loucura e nos faz pensar em Mario de Sá-Carneiro, um dos poucos amigos não imaginários de Pessoa. Sejam efêmeras como Pancrácio, ou longevas como Alexander Search (com dezenas de sonetos), tais pessoas são conhecidas minhas: hoje reconheço seus estilos, vocabulários e ritmos. No entanto, é Quaresma quem anda comigo a toda hora. E Quaresma nunca escreveu sonetos. Sua especialidade é raciocinar, a fim de resolver mistérios, como o do pergaminho roubado.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
