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Realismo latino em narrativa correta

29 de junho de 2013
1 min de leitura

Elogiado por Roberto Bolaño, o guatemalteca Rey Rosa trabalha em ‘Os Surdos’ oposição entre classes sociais

A edição brasileira do romance Os surdos (Benvirá, 264 pp., R$ 29,90 –Trad. Josely Viana Baptista) traz na contracapa – a exemplo da versão original – trecho de uma frase de Roberto Bolaño (1953-2003) sobre seu colega da Guatemala: “Rey Rosa é um mestre consumado, o melhor da minha geração”. Trata-se de um fragmento de uma das resenhas semanais da seção Entre Parênteses, que o chileno publicou entre 1999 e 2003. A frase completa sobre o livro Nenhum Lugar Sagrado (1998), inédito em português, é a seguinte: “O livro é composto por contos breves, distância na qual Rey Rosa é um mestre consumado, o melhor da minha geração, uma geração que, por outro lado, rendeu excelentes contistas”. Afora a relativização presente no original, é preciso dizer que a brevidade é mesmo uma qualidade de Rey Rosa: seus diálogos são ágeis, suas descrições, reduzidas.

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