Autores de esquerda dominam Flip inspirada por Graciliano
O curador, em sua segunda Flip, diz não haver exclusão deliberada do pensamento conservador
Se não faltaram debates políticos em edições anteriores da Flip, em 2013 eles ganham o primeiro plano. Por diferentes motivos: os protestos pelo país; o perfil militante do homenageado, Graciliano Ramos; a presença maciça de nomes relevantes da esquerda nacional e internacional, como o diretor de cinema Eduardo Coutinho e o crítico britânico T.J. Clark. Mesmo debates aparentemente neutros têm, para o curador Miguel Conde, a política como motor. É o caso da mesa com os romancistas José Luiz Passos e Paulo Scott. […] Das 21 discussões da programação principal, apenas sete não têm a política como eixo nem pelo menos um integrante cuja vida ou obra não estejam ligadas à militância, particularmente de esquerda.
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