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Em conta-gotas, digital forma seu oceano

28 de junho de 2013
2 min de leitura

Iniciativas começam lentamente a apostar na onda digital

Um Graciliano remoçado aparece na Festa Literária Internacional de Paraty, que o celebra de quinta-feira a domingo. Modelado em e-book: são 15 títulos, de obras consagradas, como Vidas Secas e Angústia, a novos volumes, como o de cartas inéditas. Até agora só havia três no formato, São Bernardo, um infantil e outro com suas recém-lançadas crônicas de mocidade. […] Às vésperas de Paraty, a Companhia das Letras colocou no ar um e-book aperitivo gratuito, com trechos de livros de seus 11 autores que comparecem ao evento. A ocasião de fazer uma investida digital de maior monta surgiria logo depois. Em meio à recente onda de protestos em todo o país, a casa editorial paulistana anunciou um novo selo, o Breve Companhia, para e-books de textos enxutos de jornalismo, comentário político e ficção. […] Esperava-se um tsunami digital assim que aportasse aqui a Amazon. Com o Kindle, inaugurou em novembro de 2007 um mercado nos Estados Unidos que representa entre 20% e 30% da indústria do livro, a depender do nicho – no entanto, editoras americanas divulgaram neste ano desaceleração e até leve recuo de negócios com o e-book. Seis meses depois da instalação no Brasil da gigante americana, em dezembro, a onda digital continua a se formar e pode surpreender, mas por ora pinga, em conta-gotas, no cotidiano brasileiro.

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