Sexo, drogas e bebop marcam as Memórias de uma Beatnik
Ser mulher nunca foi fácil, mas para uma poeta beat como Diane di Prima, nascida em 1934, parece ter sido ainda mais difícil
Diane di Prima entrou para o clube fechado de Allen Ginsberg (1926-1997), Jack Kerouac (1922-1969) e companhia ainda no final dos anos 1950, mas sempre esteve à sombra dos homens, fossem eles hétero ou homossexuais. Assim como as outras poetas do período –meninas talentosas e problemáticas feito Joyce Johnson, Elise Cowen, Carolyn Cassady, Joan Vollmer, Brenda Fraser e Joanne Kyger– Diane comeu o pão que o diabo amassou na mão dos rapazes beats, embora também tenha aprontado das suas, conforme ela relata em Memórias de uma Beatnik (Veneta, 216 pp., R$24,90), que ganha agora uma edição brasileira pela Veneta.
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