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Agonia do regime de Salazar rege livro A Paixão

21 de junho de 2013
1 min de leitura

Personagens vivem no mundo arcaico de uma província do Alentejo

Almeida Faria, aos 71 anos, é um autor português ainda pouco conhecido no Brasil, apesar da influência marcante sobre a obra-prima do escritor Raduan Nassar, Lavoura arcaica. Há meio século ele escreveu um romance essencial para entender o processo que levou o Portugal profundo, adormecido, a se livrar do fantasma salazarista, A Paixão, originalmente publicado em 1965 e agora relançado pela Cosac Naify, que traz o escritor para a Flip no dia 3 de agosto, quando ele participa de uma mesa ao lado do chileno Jorge Edwards. O título faz alusão à sexta-feira da Paixão – e essa referência diz respeito principalmente à ressurreição do homem autônomo, livre da prisão do passado. Esse homem surge do confronto entre dois irmãos numa família decadente do Alentejo. André, o filho mais velho, vive em patológico estado de letargia.

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