Crônicas de um tempo em ruína
Hanói dura exatamente o tempo entre a tomada de consciência de um fim iminente e o fim
Você tem 32 anos, vai ao médico e recebe a sentença de morte que deve ser cumprida em poucos meses: glioblastoma multiforme. O tratamento desse tumor no cérebro é paliativo e só vai servir para dar uma esticadinha na curta linha da vida. Você se revolta, nega e torce para que um novo exame mostre que o alarme foi falso. Pensa em suicídio. Ou entende, aceita, se prepara e caminha tranquilamente para a morte. Esse é o mote de Hanói (Alfaguara, 240 pp., R$ 39), romance que Adriana Lisboa lança hoje, às 18h30, na Livraria da Vila, em São Paulo – haverá um bate-papo com o escritor Luiz Ruffato -, e na quinta, no Rio.
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