Biblioteca Nacional e editoras divergem sobre gastos com a Feira de Frankfurt
Mercado reage mal às declarações de Renato Lessa, presidente da instituição
As declarações do novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) sobre a participação brasileira na Feira de Frankfurt repercutiram mal no mercado. Em entrevista ao GLOBO, publicada no último sábado, o cientista político Renato Lessa disse não considerar ideal o modelo em que o governo financia praticamente todos os custos da homenagem que Frankfurt, o maior evento internacional de negócios de livros, realizado em outubro, fará ao Brasil. Para ele, “algumas questões deveriam estar a cuidado do setor privado”. O setor privado, por sua vez, discorda. A participação brasileira em Frankfurt é organizada por um comitê de órgãos do governo e pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), instituição que reúne editoras, livrarias e outras empresas da cadeia editorial. O problema, para Lessa, está em quem assumiria os gastos. O governo vai entrar com R$ 15 milhões de investimento direto, enquanto outros R$ 3 milhões, que completariam os R$ 18 milhões do orçamento total, viriam de patrocínio ou renúncia fiscal.
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