Raimundo Carrero conta história de desejo reprimido no Carnaval
Raimundo Carrero escreveu Tangolomango quando se recuperava de um AVC
A desventura do casal Dolores e Ernesto Cavalcante do Rego, do sertão para a capital, começou a ser contada em Maçã Agreste, de 1989. Seguiram-se quatro livros que, apesar de autônomos, cruzam e entrecruzam filhos e irmãos aos pares, levando o leitor a acompanhar o incestuoso clã, imerso em culpa, loucura e tragédia, em narrativas que têm sempre inventivo formato – a montagem e o ritmo variam conforme os personagens e seus dramas pessoais. Tangolomango (Record; 128 pp..; R$ 29,90), o sexto e mais recente, trata de Tia Guilhermina. Dedicou-se a ela todas as manhãs dos últimos dois anos, “da cama para o banheiro, do banheiro para a cama”, diz ele, do Rosarinho, capital pernambucana, recordando-se da presença “exasperada, erótica e sem comando” de sua protagonista.
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