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Na Feira do Livro de Londres, editoras acusam Amazon de ação predatória

16 de abril de 2013
2 min de leitura

Defensores da empresa americana dizem que ela ocupou um nicho de mercado em que poucos quiseram se arriscar

Quem tem medo dos e-books? A pergunta já não é mais essa. Se pequenas e grandes editoras temem como nunca a concorrência com publicações digitais em geral — a quem atribuem boa parte de suas agruras financeiras — a ameaça mais imediata pode ter nome. A Amazon.com, gigante americana de comércio eletrônico de livros, confirmou-se um dos vilões do mercado editorial, ou pelo menos seu bode expiatório, para muitos especialistas. Prova disso é que o papel da companhia no comportamento do setor virou tema de um dos primeiros grandes debates realizados hoje na Feira do Livro de Londres 2013. “Concorrência é bom, mas até certo ponto. A Amazon cresceu tanto que deixou de competir para destruir”, destacou o diretor executivo da Associação de Livreiros do Reino Unido, Tim Godfray, durante o fórum “Amazon: amiga ou oponente?” […] Os organizadores do debate resolveram medir a temperatura da plateia, majoritariamente formada por editores, e convidou-os a se manifestar a favor ou contra a influência da Amazon no futuro da indústria em votações simbólicas em dois momentos diferentes. Foram 61 votos favoráveis à americana contra 88 negativos no início do evento, e 59 a 117, no encerramento.

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