Na Feira do Livro de Londres, editoras acusam Amazon de ação predatória
Defensores da empresa americana dizem que ela ocupou um nicho de mercado em que poucos quiseram se arriscar
Quem tem medo dos e-books? A pergunta já não é mais essa. Se pequenas e grandes editoras temem como nunca a concorrência com publicações digitais em geral — a quem atribuem boa parte de suas agruras financeiras — a ameaça mais imediata pode ter nome. A Amazon.com, gigante americana de comércio eletrônico de livros, confirmou-se um dos vilões do mercado editorial, ou pelo menos seu bode expiatório, para muitos especialistas. Prova disso é que o papel da companhia no comportamento do setor virou tema de um dos primeiros grandes debates realizados hoje na Feira do Livro de Londres 2013. “Concorrência é bom, mas até certo ponto. A Amazon cresceu tanto que deixou de competir para destruir”, destacou o diretor executivo da Associação de Livreiros do Reino Unido, Tim Godfray, durante o fórum “Amazon: amiga ou oponente?” […] Os organizadores do debate resolveram medir a temperatura da plateia, majoritariamente formada por editores, e convidou-os a se manifestar a favor ou contra a influência da Amazon no futuro da indústria em votações simbólicas em dois momentos diferentes. Foram 61 votos favoráveis à americana contra 88 negativos no início do evento, e 59 a 117, no encerramento.
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