Como desoxidar o português macaense
A língua portuguesa em Macau é hoje uma realidade meramente institucional da administração pública
Em Macau, o Português limita-se às placas e aos nomes das ruas, travessas e becos e nos letreiros de lojas. Há, no máximo, 8.000 de seus falantes e, entre eles, poucos são chineses, em uma população de 600 mil habitantes. Mas na abertura da 2ª edição do Festival Literário de Macau, realizado entre 10 e 16 deste mês, falou-se um bocadinho em português – com seus mais variados sotaques. […] O festival, dirigido pelo jornalista português Ricardo Pinto, constitui-se em uma tentativa de criar uma literatura macaense de língua portuguesa, e de ser, ao mesmo tempo, um contraponto ao perfil comercial da cidade, que recebe, segundo dados oficiais, 28 milhões de turistas por ano, vindos, sobretudo, da China continental. […] O festival foi pensado para que houvesse articulação entre o evento e a vida local. Por isso, realizou-se uma feira de livros, além de palestras em escolas. Um dos locais mais importantes da cidade é a Livraria Portuguesa, de rua, de propriedade do governo chinês, mas sob administração do próprio Ricardo Pinto.
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