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Autor levou verve poética para a crônica

04 de março de 2013
2 min de leitura

Companhia das Letras publicará poemas de Mendes Campos, há décadas fora de catálogo, além de traduções

Paulo Mendes Campos, o mais reservado dos “quatro mineiros” – grupo que formava com os amigos Fernando Sabino, Otto Lara Resende e Hélio Pellegrino-, foi antes de tudo um poeta. Seu primeiro artigo para jornal, em 1939, em sua Belo Horizonte natal, foi sobre um poeta, Raul de Leoni.  O primeiro livro, A Palavra Escrita, editado pelos poetas Thiago de Mello e Geir Campos, saiu com 126 cópias em 1951, tendo depois seus versos reeditados em O Domingo Azul do Mar, de 1958. […]Esse material, versos próprios e traduzidos, será editado pela Companhia das Letras, que também prevê um volume com aforismos -PMC era autor de máximas como “O brasileiro adia, logo existe” e “É como dizia Freud: morreu, babau” (esta assinada pelo “colunista do morro”). […] A Companhia lançará o título na Flip em formato de jornal, emulando os periódicos cariocas dos anos 60, com fotos e desenhos do autor. A ideia é que custe cerca de R$ 2. Só depois sairá em edição normal, tal como em 1981. O título será editado com o apoio do Instituto Moreira Salles, onde está, desde 2011, o acervo do escritor.

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