É como se fôssemos aplicativos iguais aos que usamos
Segundo Jaron Lanier, a cultura totalitarista cibernética é uma nova religião
Um dos nomes mais associados à criação do conceito de realidade virtual, o americano Jaron Lanier usa seu conhecimento de computação e prestígio internacional para fazer um alerta sobre um perigo potencial da tecnologia digital: o totalitarismo cibernético. Em seu livro mais recente, Bem-vindo ao futuro (Saraiva. 248 pp., R$ 39,90 – Trad. Cristina Yamagami), Lanier direciona suas baterias contra o que chama de subcultura tecnológica, cujos membros seriam verdadeiros “maoístas digitais”. São pessoas que gravitam em torno dos laboratórios do Vale do Silício, o centro de excelência em pesquisa computacional da costa oeste dos Estados Unidos, e da redação da revista “Wired”, entusiasta dos programas lá desenvolvidos. […] No livro, Lanier lapida o argumento: “Quando os desenvolvedores de tecnologias digitais projetam um programa que requer que você interaja com um computador como se ele fosse uma pessoa, eles pedem que você aceite, em algum canto do seu cérebro, que você também pode ser visto como se fosse um programa”. Esse é o foco do livro, cujo título original, mais direto ao ponto, poderia ser traduzido como “Você Não É um Aplicativo”.
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