Livros e mostra reabilitam Yoko Ono aos 80
Retrospectiva na Alemanha e lançamentos nos EUA retomam legado da japonesa para além da vida com John Lennon
Ao completar 80 anos hoje, Yoko Ono ganhou uma recompensa tardia. Três livros lançados nos Estados Unidos e uma retrospectiva na Alemanha propõem quebrar a maldição que a persegue há quase meio século: a de ser resumida a mulher de John Lennon, culpada pela separação dos Beatles. Os volumes e a mostra retomam uma ideia sintetizada em uma afirmação de Lennon: “Yoko está bem no meio da vanguarda”. Para a biógrafa Carolyn Boriss-Krimsky, Ono se tornou pária no universo das artes por sugerir “que qualquer um pode ser artista”. “Ela também encorajou a exploração do invisível”, diz Boriss-Krimsky, co-autora com Nell Beram de Yoko Ono: Collector of Skies (Colecionadora de céus, em inglês; Amulet Books, 184 págs., US$ 24,95), biografia escrita para o público juvenil. “E considerou os seus trabalhos inacabados até que a presença do público os completasse”, afirma.
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