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Deus após a morte

07 de janeiro de 2013
2 min de leitura

Cineasta belga fala de seu livro filosófico

Enquanto concebia o roteiro de O Garoto da Bicicleta (2011), o diretor belga Luc Dardenne, 58, teve sua mente invadida por pensamentos filosóficos. O filme (codirigido pelo irmão Jean-Pierre, seu parceiro artístico) mostra o encontro entre um menino abandonado pelo pai e uma cabeleireira que, sem razão explícita, resolve cuidar dele, dando-lhe amor e proteção. Intrigado pela natureza dessa relação desinteressada entre uma pessoa e o “outro”, por aquilo que faz alguém amá-lo e olhar por ele, Dardenne lançou-se a uma série de questionamentos sobre as relações humanas. Depois de traduzir suas conclusões em imagens (no longa), decidiu ir além: desenvolveu-as em Sur l’Affaire Humaine (Seuil, 190 págs., R$ 48), lançado no ano passado na França.A partir da noção nietzschiana da “morte de Deus”, Dardenne discorre sobre o medo humano de morrer, a necessidade da substituição de Deus e a importância das relações entre as pessoas. A obra apresenta conceitos filosóficos nem sempre claros para um não iniciado, mas a prosa é surpreendentemente fluida e clara.

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