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Ficção perdeu os leitores, diz o autor de ‘O Filho Eterno’

03 de janeiro de 2013
2 min de leitura

Cristovão Tezza diz que a vanguarda afastou o público do romance brasileiro

Entre os escritores, como em geral costuma acontecer, o debate sobre mercado e arte gera um tanto de controvérsia e de discórdia. “O autor que se guia pelas tendências do mercado deixa de ser um artista para ser um comerciante”, diz Marçal Aquino. É principalmente por falta de conhecimento, crê, que o público consome pouca ficção nacional. “É a velha questão, temos que investir na formação dos leitores. A ficção ainda é muito associada à diversão rápida. O leitor prefere ler uma biografia, pensa ‘vou ler algo que me ensine alguma coisa’.” […] Já o autor Nelson de Oliveira acredita que “há um sério problema de falta de sintonia entre o grande público e os escritores brasileiros”. […] CristovãoTezza também fala em divórcio entre o autor brasileiro e o público. “Nós perdemos o leitor depois dos anos 1970, quando a universidade passou a dominar a literatura. Houve uma poetização da prosa, a narrativa clássica implodiu. Já o autor de não ficção, pelos próprios temas com os quais lida, nunca perdeu de vista o seu leitor.”

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