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A indústria da salvação

28 de dezembro de 2012
2 min de leitura

Quatro dos vinte escritores que mais vendem livros no país são religiosos - dois deles católicos: o padre Marcelo Rossi lidera a lista

A literatura religiosa girou sozinha, no ano passado, R$ 483,7 milhões. É exatamente 10% de todo o mercado editorial brasileiro, que atingiu um faturamento de R$ 4,8 bilhões, de acordo com uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL). Embora tenha registrado queda de 5,99% no faturamento em 2011, na comparação com 2010, o segmento de livros religiosos acumulou um aumento de 18,9% nas vendas entre um ano e outro, atrás apenas da vendagem dos livros científicos, técnicos e profissionais, que cresceu 33,9%. […] No mercado editorial a guerra é bíblica. Pudera: só a produção do livro sagrado representa uma fatia de R$ 120 milhões por ano. De um lado estão a Casa Publicadora da Assembleia de Deus e a gráfica da Sociedade Bíblica Brasileira (SBB), que em 2011 imprimiu 6,7 milhões de exemplares da “Bíblia”, domina cerca de 70% do mercado e exporta parte da produção para mais de cem países. Na outra ponta estão as editoras Mundo Cristão, que lançou três novos tipos de “Bíblia” neste ano com a pretensão de crescer 15%, e a Thomas Nelson Brasil, que tem duas versões especiais com comentários de especialistas planejadas para o ano que vem e ambiciona outros 15%.

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