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Machado, o economista e a bailarina

21 de dezembro de 2012
1 min de leitura

As trajetórias de Grossman e Helen mostram que a difusão da obra machadiana no exterior dependeu muito de acasos e paixões.

Em tempos de investimento e valorização das traduções de obras brasileiras para línguas estrangeiras, vale a pena relembrar como a obra de Machado de Assis começou a ganhar o mundo, com as primeiras traduções dos seus romances para o inglês, na década de 1950. Isso não se fez por meio de tradutores profissionais, mas de um economista e uma ex-bailarina, ambos sem vínculo profissional direto com a língua ou a literatura brasileira, que se apaixonaram pelo autor e pela obra e se lançaram às traduções dos seus romances e contos para o inglês. O pioneiro nessa empreitada foi William Grossman, um dos fundadores do ITA, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Diante do desafio de aprender português, achou que um bom método seria conhecer a fundo o texto de um grande escritor. Gostou tanto de Machado de Assis que decidiu traduzir nada menos que as Memórias Póstumas de Brás Cubas. Já em 1951 The Posthumous Memoirs of Braz Cubas eram editadas, à custa do tradutor, numa gráfica de São Paulo.

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