Clássico do romance moderno
Dom Quixote chega às livrarias em nova tradução
Considerado o clássico fundador do romance moderno, Dom Quixote (Penguin Companhia, 1328 pp., R$ 79 – Caixa com 2 volumes), chega às livrarias em nova tradução de Ernani Ssó, com introdução do acadêmico John Rutherford e posfácios de Ricardo Piglia e Jorge Luis Borges. Dom Quixote de La Mancha não tem outros inimigos além dos que povoam sua mente enlouquecida. Seu cavalo não é um alazão imponente, seu escudeiro é um simples camponês da vizinhança e ele próprio foi ordenado cavaleiro por um estalajadeiro. Para completar, o narrador da história afirma se tratar de um relato de segunda mão, escrito pelo historiador árabe Cide Hamete Benengeli, e que seu trabalho se resume a compilar informações. Não é preciso avançar muito na leitura para perceber que Dom Quixote é bem diferente das novelas de cavalaria tradicionais – um gênero muito cultuado na Espanha do início do século XVII, apesar de tratar de uma instituição que já não existia havia muito tempo.
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