A poesia como saída de emergência
‘Sociedade e poesia parecem a cada dia mais distantes’, afirma poeta mexicano
A poesia e a revolução representavam para o poeta, ensaísta, diplomata e Nobel mexicano Octavio Paz (1914-1998) tentativas de destruir o tempo da história para instaurar um outro tempo. Foi por acreditar que os poetas são como magos rebeldes, sempre dispostos a apontar uma saída de emergência num mundo em crise, que Paz escreveu O Arco e a Lira, classificado por Julio Cortázar, mestre da literatura argentina, como o melhor ensaio sobre poética já escrito na América. É de Cortázar, aliás, a carta escrita em Paris, em julho de 1956, que abre o livro, fora de catálogo há muitos anos no Brasil e primeiro título da parceria entre a Cosac Naify e a Fondo de Cultura Económica, editora criada pelo governo mexicano, em 1934, que tem em catálogo 9 mil obras. O livro será lançado na quarta-feira, às 19 horas, no auditório do Instituto Cervantes de São Paulo (Avenida Paulista, 2.439, telefone 3897-9609) com debate que reunirá Celso Lafer, da Academia Brasileira de Letras, Danubio Torres Fierro, editor da Fondo de Cultura Económica no Brasil, e Laura Greenhalgh, editora executiva do Estado.
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