O caso Yoki, coincidência, fato e ficção
O novo livro do autor propõe uma releitura do chocante caso Yoki.
Podem dizer, aqui, que a semelhança com o real é somente metafórica. Mas como decidir até que ponto algo é metafórico? Ou a mídia sensacionalista e as reações histéricas do público ao caso Yoki também não contêm algo de metafórico? Ou, indo mais longe, a cobertura do fato criminal não conteve também uma espécie de ficcionalização? […] Está certo. O livro Amor Esquartejado (Planeta, 168 pp., R$ 19,90) de Roger Franchini, com o subtítulo “A Investigação do Assassinato do Executivo Japonês”, tem lá sua dose de oportunismo e, obviamente, coincide com fatos, personagens e cenas reais. A “mera coincidência” é ironia. Mas começo a pensar que, a despeito do próprio autor, talvez a citação não seja tão irônica quanto ele mesmo acreditava que fosse.
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