Irineu Marinho e o jornalismo no século XX são temas de livro
Livro relaciona história de Irineu Marinho com a profissionalização da imprensa no século XX
No dia 18 de julho de 1911 surgia na cena cultural do Rio de Janeiro, capital da jovem República dos Estados Unidos do Brasil, a primeira edição de um novo diário, “A Noite”, vespertino com intenção de cair no gosto popular, idealizado pelo jornalista niteroiense Irineu Marinho. […] A história é contada da página 100 à 103 do livro Irineu Marinho – Imprensa e Cidade (Globo Livros, 232 pp., R$ 48), da historiadora e socióloga Maria Alice Rezende de Carvalho, que será lançado hoje à noite na Livraria da Travessa do Leblon (av. Afrânio de Melo Franco, 290, Rio) com uma exposição de fotos sobre a vida do personagem. O livro ilustra bem o papel modernizador de Marinho – que 14 anos depois fundaria o jornal “O Globo” poucos dias antes de morrer de enfarte -, ao buscar um caminho estritamente empresarial para fazer imprensa, lançando um jornal independente e apartidário em um contexto ainda dominado pela ajuda, e consequente tutela, dos governos à maioria dos veículos de imprensa, como diz no prefácio do livro o historiador José Murilo de Carvalho.
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