Gerald Thomas constrói diário visual em volume de ilustrações
Obra de dramaturgo como artista plástico tem influências de Saul Steinberg, Francis Bacon e de Basquiat
Numa parede de seu apartamento em Nova York, Gerald Thomas colou seu desenho de um tubarão que se afoga num copo d’água. “É uma metáfora para o artista”, diz Thomas, 58. “Ele é um predador. Morrem de medo dele, mas é um bicho idiota, que come tudo que vê pela frente, de latas de óleo diesel a pequenos peixes, e se espanta com um soco na cara.” Esse animal, também “sensível” e “machucado”, está na capa de um novo livro de ilustrações Gerald Thomas – Arranhando A Superfície (Cobogó, 224 pp. ,R$ 80) do diretor teatral que sai agora pela Cobogó. […] Silenciadores de escapamento que ele via espalhados pelas ruas de Manhattan viram mísseis na Broadway, uma caixa de ovos se transforma em silos de usina nuclear e vacas esquartejadas do velho mercado de carne do sul da ilha foram parar no cartaz de uma de suas peças.
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