Páginas de um senhor das letras
George Steiner se firmou como referência da crítica literária
George Steiner representa, no mundo intelectual de hoje, e com uma trajetória profissional que deslancha nas décadas do pós-guerra, uma das figuras dotadas de maior autoridade e prestígio. Quase cancelado o ciclo da influência francesa no universo das ideias (de Claude Lévi-Strauss a Michel Foucault e de Roland Barthes a Jacques Derrida), e muito reduzido o círculo dos literatos italianos (de Mario Praz a Claudio Magris e de Giorgio Agamben a Umberto Eco), Steiner mostra-se como a continuidade da rica tradição crítica anglo-saxônica que, no arco da história literária contemporânea, vai de Mathew Arnold e T.S. Elliot a Lionel Trilling e Edmund Wilson. Tigres no espelho (Globo, 420 pp., R$ 54,90) chega agora ao Brasil. É nessas páginas que começa a se projetar, na figura de Steiner, mais uma persona da qual o livro constitui uma pontual ilustração: a do crítico.
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