Mercado editorial vira ‘briga de cachorro grande’
Setor de livros no Brasil passa por disputas acirradas em leilões internacionais
Anunciado no fim do mês passado, o acordo de união entre a Penguin, do grupo britânico Pearson, com a RandomHouse, do grupo alemão Bertelsmann, pode abrir caminho para demais empresas do chamado “Big Six” – as gigantes editoriais americanas Hachette, HarperCollins, Macmillan e Simon & Schuster – buscarem novas fusões, de olho especialmente em mercados potenciais como o brasileiro. […] Pascoal Soto, diretor-geral no Brasil do grupo português Leya e ex-diretor da Planeta Brasil, lembra que a experiência da internacionalização do mercado de livros no Brasil é tardia, se comparada com a Argentina, o México e até mesmo o Chile, mas inevitável. “Nós não vamos ter tempo para respirar. E quem vai sofrer mais são as editoras pequenas, que já têm grande dificuldade de negociar distribuição e espaço nas grandes cadeias do varejo”, afirma Soto.
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