O último livreiro do império
Há quase 170 anos, numa ruazinha no centro de Campos (RJ), abre-se uma livraria que nunca deixou de funcionar nem sequer um dia
Comenta-se que José do Patrocínio, filho e cidadão de Campos dos Goytacazes, comprou ali na livraria Ao Livro Verde a pena com a qual a princesa Isabel assinaria a Lei Áurea, em 1888, libertando os escravos no Brasil. E olha que, àquela altura, a livraria já tinha 44 anos e durado mais que a imensa maioria das livrarias atuais do planeta, as Barnes and Noble e as Borders que morrem como moscas diante das mudanças da era digital e do e-commerce. […] A uma quadra do Rio Paraíba do Sul, a livraria chegou a ser a joia da intelectualidade portuguesa da corte que atracava no antigo Cais do Imperador. Foi para esse público que foi criada, em 1844, pelo empreendedor português José Vaz Corrêa Coimbra. Citada pelo escritor José Cândido de Carvalho (outro filho de Campos) no livro O Coronel e o Lobisomem, a livraria fluminense foi inaugurada em 13 de junho de 1844, e pertenceu a três famílias – a atual, Sobral, a comprou do alemão Max Zuchner e a administra desde os anos 1940.
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