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Fausto Castilho e jornalistas do ‘Estado’ discutem Ser e Tempo

08 de novembro de 2012
1 min de leitura

Professor realizou a primeira tradução direta do alemão do livro, um trabalho de 30 anos

“Trata-se de uma obra maciça, compacta, quase impenetrável, resultado de uma paciência total, de uma atenção que se prolonga através do tempo e parte da história de toda da filosofia.” Por isso, Castilho criou com amigos um grupo para estudar alemão a partir desse título. […] Ao Estado, o tradutor disse que Heidegger era uma pessoa muito difícil e distante, e que o contato entre ele e os alunos não ocorria. “Eu sentava na primeira fila e nunca tive a possibilidade de trocar uma palavra com ele. Os assistentes e os professores tinham acesso a ele; nunca os alunos.” Castilho teve aulas também com Eugen Fink, que fazia seminários sobre Gottfried Leibniz. “Ele era um homem aberto e todo mundo podia conversar com ele. Já Heidegger não fazia isso por causa do temperamento dele. Era meio grosso”, relembra.

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