Colômbia inspira professores
Docentes brasileiros conhecem projetos de estímulo à leitura de Medellín e Bogotá, capital do livro
Assim como o Brasil, a Colômbia não tem bibliotecas escolares perfeitas e em número ideal, mas projetos desenvolvidos por colombianos já inspiram professores brasileiros.O diretor da escola Benjamín Herrera, em Medellín, Oscar Mejía Henao, já esteve três vezes no Brasil para falar da pesquisa sobre por que os alunos não gostavam de ler. Descobriu que eles queriam ter mais liberdade de escolha. — Com a investigação, os jovens derreteram, lentamente, o autoritarismo no colégio. Os professores ficaram mais sensíveis. Quando diminuíram a pressão sobre a obrigação de ler livros clássicos e escrever relatórios sobre eles, os alunos passaram a ler muito mais — disse Henao. Outra escola pública de Medellín, o Centro Formativo de Antioquia (Cefa), só para garotas, também conseguiu bons resultados. As alunas que mais pegam livros na biblioteca, que tem 12.053 volumes, são premiadas. Os professores ajudam as estudantes a descobrir de qual estilo literário gostam e estimulam uma espécie de “rodízio literário”, em que uma aluna lê o livro preferido da outra.
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