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Crítica: Apesar de fragilidades, Era Meu esse Rosto resulta impactante

05 de novembro de 2012
1 min de leitura

Este é o quarto romance da escritora

O romance ainda tem muitas tarefas e incontáveis possibilidades. Tarefas como a de explorar a experiência vivida no Brasil, entre os da cima, como fez Machado de Assis, e os de baixo, como fez Graciliano Ramos. Possibilidades que Marcia Tiburi apresenta em Era Meu esse Rosto (Record, 208 pp, R$ 34,90), seu quarto romance, numa carreira que tem combinado, com ótimos resultados, o debate filosófico exigente e a vocação inegável para o relato romanesco inventivo. Agora temos um narrador-memorialista, que se move em duas pistas alternadamente. Numa, revisita a casa de sua infância, no contexto dos imigrantes italianos no sul do país. Na outra pista, visita uma cidade italiana, em busca de informações que aclarem a origem de seu avô, que de lá veio para viver a aventura da América. […] O romance filia-se à linhagem de Raduan Nassar em Lavoura Arcaica, romance com o qual guarda mais de uma similaridade estrutural, além de compartilhar a danação do protagonista.

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