O escritor Michael Moore
Narrador e protagonista de suas obras, Michael Moore opta pelo humor, consiste em ser chato e fazer perguntinhas impertinentes.
Não é tarefa simples classificar Michael Moore: é ele um tribuno, um publicista? Multimídia ele é, pois escreve; faz cinema documentário; arriscou-se em filmes de ficção, até como ator; tem ou teve programas de televisão; faz turnês de conferências mundo afora arregimentando multidões; mantém um site e um blog visitadíssimos. Seus livros acabaram ficando meio obscurecidos pela repercussão dos filmes. […] No entanto, os livros são fundamentais para se compreender o percurso desse grande militante. E não custa lembrar que cada um deles ficou por meses na lista dos mais vendidos do “New York Times”. O mais recente, Adoro problemas (Lua de Papel, 344 pp., R$ 34,90), é uma autobiografia, registrando os episódios cruciais de seu percurso desde a infância, proveniente que é de uma família de imigrantes irlandeses. Somos inteirados de suas raízes na prosperidade da classe operária de pós-guerra, aquela que tinha casa própria, carro, filhos estudando, viagem anual de férias e era um modelo para o resto do mundo. E que foi depois sistematicamente detonada.
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